Autor: Ricardo Costa
domingo, 25 de septiembre de 2005
Sección: Artículos generales
Información publicada por: bracarense


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Cronologia da Península Ibérica (Séc. IV - VII)

Séculos IV-VII: Fim do domínio romano e o Reino dos Visigodos

379-468 — Período da Crónica de Idácio, galaico-romano, bispo de Chaves. 395-408 — Arcádio, Imperador do Oriente. 395-423 — Honório, Imperador do Ocidente. 399-402 — Papado de Santo Anastácio I, romano. 402-417 — Papado de Santo Inocêncio I, albanês. 408-450 — Teodósio II, Imperador do Oriente. 409 — Entrada de suevos, vândalos (asdingos e silingos) e alanos na Península. 411 — Tratado entre os bárbaros e o Império: aqueles foram acantonados como federados — suevos e vândalos asdingos na Galécia; vândalos silingos na Bética; alanos (mais numerosos) na Lusitânia e Cartaginense. 412-415 — Ataulfo, rei visigodo. 415 — Entrada de visigodos na Península comandados por Wallia, a pedido dos romanos para combater vândalos silingos e alanos que pilhavam as regiões mais romanizadas ao sul. (?) Baquiário, presbítero de Braga que tinha praticado o priscilianismo, escreve a obra "De fide", para se retratar da heresia. Morte de Ataulfo, rei visigodo. 415-417 — Wallia, rei visigodo. 417 — Morte de Wallia, rei visigodo. 417-418 — Papado de São Zósimo, grego. 417-451 — Teodorico, rei visigodo. 418-419 — Antipapa Eulálio. 418-422 — Papado de São Bonifácio I, romano. 419 — Vândalos asdingos, que tinha recebido terras na Galécia (provavelmente na zona mais montanhosa do interior), atacam os suevos (que viviam nos montes Nerbasios, na região de Ourense). Esta agressão serve de pretexto ao comes Hispaniarum Astério e ao vicarus Maurocelo para atacarem os Asdingos. 422 — É enviado, sem sucesso, um exército romano para atacar os asdingos. Morte do rei dos vândalos asdingos, Gunderico. 422-432 — Papado de São Celestino I, da Campânia. 425 — Os vândalos tomam Sevilha e Cartagena. 425-455 — Valentiniano III, Imperador do Ocidente. 428 — Genserico, novo rei dos vândalos asdingos, ataca povoações nas ilhas Baleares. 428-477 — Genserico, rei dos vândalos asdingos e alanos. 429 — Os vândalos, senhores do sul da Península, passam à África do Norte. Os visigodos desembarcam nas ilhas Baleares e em Tânger. 430-456 — Consolidação do reino suevo na Península. 431 — Idácio, bispo de Chaves, vai à Gália, sem sucesso, pedir ao magister militium Aécio que organize um ataque contra os suevos. 432-440 — Papado de São Sisto III, romano. 438 — O príncipe suevo Réquila, associado ao trono pelo rei Hermerico, invade a Bética e devasta várias cidades da Lusitânia, entre elas Mérida e Mértola. O exército organizado pelo patriciado local, comandado por Andevoto, é derrotado nas margens do rio Genil. 440-461 — Papado de São Leão I (Magno), toscano. 441 — Réquila, rei dos suevos. 441-446 — Réquila, de Sevilha (e com a conivência de alguns membros da aristocracia local) domina toda a Lusitânia e parte da Bética. 441-454 — "Bagauda" : perturbações na Península entre o Ebro e nas fronteiras dos povos bascos; revoltas locais contra as autoridades e os grandes proprietários pelos povos do norte (autóctones), os menos atingidos pela romanização. 445-450 — Últimos episódios do combate ao priscilianismo (heresia) por Toríbio de Astorga. 446 — Os romanos, dirigidos por Vito, magister utriusque militiae (comandante de tropas compostas por soldados romanos e visigodos), tentam libertar-se dos suevos, mas são derrotados. 448 — Morte de Réquila, rei suevo. (aprox.) O novo rei suevo, Requiário, converte-se ao catolicismo (um desafio aos arianos visigodos) e continua a assolar a Lusitânia, a Bética e mesmo a Cartaginense. É o primeiro rei bárbaro a cunhar moeda em seu nome. 449 — Requiário se associa aos bandos da "bagauda", dirigidos por um chefe chamado Basílio, para assolarem Tarazona e depois Saragoça e Lérida. 450-457 — Marciano, Imperador do Oriente. 451 — Morte de Teodorico, rei visigodo. 451-456 — Teodorico II, rei dos visigodos. Política de extermínio visigoda contra os suevos. 453 — Acordo de paz entre os hispano-romanos e suevos estabelecido pelo comes Hispaniarum Mansueto e pelo conde Frontão. 454 — Os hispano-romanos pedem auxílio a Teodorico, rei dos visigodos, para combaterem a "bagauda". 455-457 — Avito, Imperador do Ocidente. 456 — Requiário, rei suevo, infringindo seus acordos, ataca a Cartaginense e, apesar do conde Frontão invocar o acordo anterior, invade também a Tarraconense, praticando o saque e fazendo numerosos cativos. Teodorico II, rei visigodo, atravessa os Pireneus e dirige-se a Galécia, derrotando os suevos junto ao rio Orbigo, perto de Astorga; marcha até Braga, que é inteiramente saqueada, sem poupar cidadãos romanos, clérigos e igrejas. Depois, segue até ao Porto, vencendo Requiário novamente e o condenando à morte. Por fim, entrega o reino suevo a Agiulfo, seu "cliente" da tribo dos varnas. Morte de Teodorico II, rei dos visigodos. 457-474 — Leão I, Imperador do Oriente. 457-461 — Maioriano, Imperador do Ocidente. 459 — Nepociano, magister militium na Hispânia do imperador do Ocidente, Maioriano, associa-se ao conde visigodo Sunierico para atacar os suevos de Lugo. 460 — Maldras, chefe suevo que tinha se insubordinado contra Agiulfo (morto no castrum do Porto) luta pelo poder contra Frantano — duas facções suevas rivais. É assassinado neste ano e sucedido por Frumário. Outro exército visigodo, desta vez sem o apoio romano, apodera-se de Santarém. O imperador do Ocidente, Maioriano, permanece algum tempo entre Tarragona e Cartagena, para preparar um ataque naval contra os vândalos, do qual sai derrotado. Frumário prende Idácio, galaico-romano bispo de Chaves durante alguns meses por liderar uma tentativa oculta de negociação entre os galaico-romanos e Requimundo (líder da outra facção visigoda que substituiu Frantano). 461-468 — Papado de Santo Hilário, sardo. Severo, Imperador do Ocidente. 463 — Os galaico-romanos conseguem suscitar uma nova intervenção visigoda na Galécia, enviando a Toulouse um membro local da antiga aristocracia senatorial, Palagório, para pedirem a Reodorico, rei visigodo, que impusesse a paz na região. 464 — Frumário e Requimundo, chefes das facções suevas que lutam pelo poder, morrem. Surge um novo chefe, Remismundo, apoiado pelo rei visigodo Teodorico. Teodorico, rei visigodo, manda retirar o magister militum Arbório para a Gália — nomeado por ele para controlar a Hispânia — ficando então os hispano-romanos defendidos apenas por Vicêncio, dux provinciae da Tarraconense. 465 — Remismundo, rei suevo, retorna ao arianismo graças à pregação do bispo Ajax (ariano) na Galécia. Casa-se com uma princesa visigoda e recebe a investidura das armas de Teodorico: aliança suevo-visigótica. Os suevos convertem-se ao arianismo. 466 — Embaixada de Opílio para pedir auxílio do rei visigodo Eurico contra os suevos, que tinham atacado os galaico-romanos de Aunona (talvez na zona de Tui). 466-484 — Reinado visigodo de Eurico (sucessor de Teodorico): consolida seu domínio na Gália e conquista a Península, expulsando os romanos para o norte do rio Loire. 467 — Os suevos saqueiam Conímbriga, que desde então perde toda sua importância (sua população já começara a transferir-se para Erminium — actual Coimbra). 467-472 — Antemo, Imperador do Ocidente. 468 — Lusídio, governador romano de Lisboa, entrega a cidade aos suevos; logo a seguir os suevos possuem uma guarnição em Mérida (os visigodos os expulsam de Mérida pouco depois). 468-483 — Papado de São Simplício, tiburtino. 469 — Os suevos são obrigados a evacuar Olisipone: Eurico os expulsa da Lusitânia, repelindo-os até à Galécia. Fim da crónica de Idácio, maiores dificuldades de informações do que se passa no ocidente da Península. 469-550 — Período obscuro sobre o reino suevo. 471 — O imperador do Ocidente, Antímio, tenta, em vão, conter os avanços de Eurico, rei visigodo, na Provença. 472 — Eurico, rei visigodo, ocupa a Tarraconense, por intermédio de tropas comandadas pelo seu general Heldefredo, que se unem aos restos do exército imperial (comandados pelo dux provinciae Vicêncio). A autoridade de Eurico na Provença e no Auvergne é sancionada pelo novo imperador do ocidente, Júlio Nepote. 472-475 — Júlio Nepote, Imperador do Ocidente. 474-475 — Divergências entre Eurico, rei visigodo, e os bispos católicos da Gália. 474-491 — Zenão, Imperador do Oriente. 475 — Eurico, rei visigodo, rompe o tratado com o Império (de 418). 476 — Rómulo Augústulo, Imperador do Ocidente. 483 — Em Mérida, o dux Salla, governador militar às ordens de Eurico, rei visigodo, deixa uma inscrição romana da cidade e manda restaurar as muralhas, decerto para assegurar a defesa contra os suevos. 483-492 — Papado de São Félix II (III), romano. 484 — Morte de Eurico, rei visigodo. 484-507 — Alarico, rei visigodo. 491-518 — Anastácio I, Imperador do Oriente. 492-496 — Papado de São Gelásio I, africano. 494 — A partir desta data, transferência maciça de contingentes godos para a Península. Seu estabelecimento na região de Saragoça provoca uma revolta regional. 496 — Baptismo de Clóvis. 496-498 — Papado de Anastácio II, romano. 497 — A revolta de Saragoça — contra a presença visigoda — após três anos, é afogada em sangue. 498 — Antipapa Lourenço. 498-514 — Papado de São Símaco, sardo. 501-505 — Antipapa Lourenço. 506 — Nova revolta na região de Saragoça (também esmagada) — contra a presença visigoda — conduzida por um líder de nome Pedro. Alarico II, rei visigodo, se reconcilia com os bispos católicos reunidos no Concílio de Agde e promulga a Lex Romana Visigothorum, base do célebre código jurídico que perdurou na Hispânia até o século XIII: assimilação efectiva da cultura romana por parte de Alarico II. 507 — Batalha de Voillé: vitória de Clóvis e seus francos e desaparecimento do reino visigodo de Tolosa (morte de Alarico); o fabuloso tesouro visigodo é capturado. 508-531 — Amalarico, rei visigodo. 514-523 — Papado de São Hormisdas, de Frosinone. 518-527 — Justino I, Imperador do Oriente. 521 — Concessão do vicariato romano da Bética e da Lusitânia pelo papa Hormisdas ao metropolita Salústio de Sevilha. 523-526 — Papado de São João I, toscano. 526 — Morte de Teodorico, rei ostrogodo; reinado independente de seu neto Amalarico (até 531). 526-530 — Papado de São Félix IV (III), de Sanio. 527-565 — Justiniano, Imperador do Oriente. 530 — Antipapa Dióscoro, alexandrino. 530-532 — Papado de Bonifácio II, romano. 531 — Último ano de um Prefectus Hispaniarum; após essa data, não houve sucessor: indício de uma crescente quebra de influência de Roma sobre a Península. O bispo Montano de Toledo acusa a igreja de Palência de, contaminada pela heresia prisciliana, apoiar o combate que contra ela travava o bispo Toríbio (da mesma diocese): os bispos católicos são apoiados pelos visigodos, apesar destes professarem a heresia ariana. Morte de Amalarico. 531-554 — General Teudis, sucessor de Amalarico, rei ostrogodo. 533-535 — Papado de João II, romano. 534 — Destruição do reino dos vândalos pelo imperador Justiniano, imperador do Oriente. 535-536 — Papado de Santo Agapito I, romano. 536-537 — Papado de São Silvério, da Campânia. 537-555 — Papado de Vigílio, romano. 538 — Carta do papa Vigílio ao bispo Profuturo, de Braga, acerca de algumas práticas litúrgicas. 542 — Childeberto e Clotário apoderam-se de Pamplona e cercam Saragoça. 543 — Peste de âmbito transcontinental. 548 — Assassinato do General Teudis, sucessor de Amalarico, rei ostrogodo. 549 — Assassinato do dux Teudisclo, sucessor do General Teudis, rei ostrogodo. Eleição do rei Ágila, visigodo (que fixa-se em Mérida; seu adversário, Atanagildo, proclama-se rei em Sevilha). 550 — Chega à Galécia São Martinho, missionário romano da Panónia. Carrarico, rei dos suevos, converte-se ao catolicismo, segundo Gregório de Tours, — tendo como protagonista São Martinho de Dume (originário da Panónia—Hungria) — graças a uma cura milagrosa de seu filho Teodomiro, tocado pelas relíquias de São Martinho de Tours. Fixação de Ágila, rei visigodo, em Mérida. 554 — Os bizantinos ocupam o sul da Península. Morte de Teudis, general e rei ostrogodo. 554-567 — Atanagildo, rei visigodo. 555 — Assassinato de Ágila, rei visigodo; triunfo de seu adversário, Atanagildo. 555-561 — Papado de Pelágio I, romano. 558 — (?) Morte de Carrarico, rei dos suevos. 558 - 561 — (?) Ariamiro, rei dos suevos. 560-636 — Isidoro de Sevilha. 561 — Concílio de Braga, suscitado por São Martinho de Dume. 561-570 — Teodomiro, rei dos suevos. 561-574 — Papado de João III, romano. 564-567 — Atanagildo, rei dos visigodos. 565 — Atanagildo, rei visigodo, abandona o sul e fixa-se em Toledo: retirada de Mérida do primeiro plano da cena política. 565-578 — Justino II, Imperador do Oriente. 567 — Morte de Atanagildo, rei dos visigodos. Após cinco meses, os visigodos elegem como rei a Liúva, duque de Septimânia, que resolve permanecer na Gália e associar ao trono seu irmão Leovigildo. 567-571 — Teodomiro, rei dos ostrogodos. 569 — (?) São Martinho de Dume sucede o bispo Lucrécio de Braga. 570 — Leovigildo inicia uma série de campanhas que restituem aos visigodos a inteira supremacia sobre a Hispânia: conquista aos bizantinos (ainda nesse ano) Málaga, Medina Sidônia e Gibraltar. 570-583 — Miro, rei dos suevos. 571 — Morte de Teodomiro, rei dos ostrogodos. 571-572 — Leuva, rei dos visigodos. 572 — II Concílio de Braga, suscitado por São Martinho de Dume. Leovigildo submete Córdova, que ainda se mantinha independente. Ataque perpetrado pelo rei dos suevos, Miro, contra o povo dos ruccones, que se situava provavelmente na mesma zona dos montes Aregenses (ver ano 575). 572-586 — Leovigildo, rei dos visigodos. 573 — Leovigildo, rei dos visigodos, reduz à obediência o povo dos sappos, que viviam a ocidente de Zamora (próximo a Bragança), na fronteira com os suevos. Leovigildo torna-se rei dos visigodos de pleno direito, sucedendo seu irmão Liúva. Associa-se a seus dois filhos, Hermenegildo e Recaredo, e inicia uma política claramente inspirada nas instituições bizantinas e no direito romano (títulos, moedas e promulgação de uma versão atualizada do código visigótico). 574 — Leovigildo, rei dos visigodos, dirige uma expedição na Cantábria. 574-579 — Papado de Bento I, romano. 575 — Leovigildo, rei dos visigodos, dirige uma expedição aos montes Aregenses (provavelmente entre as cidades de Leão e Ourense), onde dominava o rico proprietário Aspídio — revide ao ataque de 572. 576 — Leovigildo ataca diretamente o rei dos suevos, Miro e este tem de pedir a paz, (morre na batalha). Sucede-lhe seu filho Eborico. Os aregenses, que habitavam na região de Ourense e no norte de Portugal, sob a autoridade de um chefe chamado Aspígio, são dominados por Leovigildo, rei dos visigodos. 578-582 — Tibério I, Imperador do Oriente. 578-584 — Calamidades na Península (principalmente no sul da Lusitânia): numerosas e repetidas pragas de gafanhotos, com as conseqüentes más colheitas e fomes, seguidas de um surto de peste. 579 — Morte de São Martinho de Dume, bispo de Braga. Casamento de Hermenegildo (filho de Leovigildo, rei dos visigodos) com Ingunda, princesa católica filha de Sigiberto da Austrásia. Leovigildo confia-lhe o governo da Bética e ele fixa-se em Sevilha. Ingunda converte-se ao catolicismo e passa a se distanciar do pai. 579-580 — Papado de Pelágio II, romano. 580 — Concílio de Toledo: sublevação de Hermenegildo, filho de Leovegildo, rei dos visigodos (as cidades de Mérida, Sevilha e Córdova o apoiam) — lutas entre o catolicismo e o arianismo. 582 — Hermenegildo pede apoio externo contra seu pai (suevos, bizantinos, à Austrásia e à Borgonha). Em resposta, Leovigildo ocupa Mérida e cerca Sevilha. 582-602 — Maurício I, Imperador do Oriente. 584 — Revolta do caudilho Audeca contra Eborico (filho de Miro, ver ano 572) — Eborico aceita a submissão a Leovigildo, rei dos visigodos. Audeca encerra Eborico num convento e se casa com Sisegúntia, viúva do rei Miro. Leovigildo, ocupado com sua campanha em Sevilha, não interveio logo. 585 — Hermenegildo, atraiçoado por seus aliados é preso em Córdova, e assassinado (não se sabe se a mandado de seu pai). Extinção do reino suevo: seu último rei, Andeca, é derrotado em bracara e Portucale. Leovigildo, rei dos visigodos, dirige-se à Galécia, prende Audeca num convento situado em Beja, apodera-se do tesouro régio e anexa o reino dos suevos — de nada vale a intervenção das tropas burgundas (enviadas por mar pelo rei Gontran e destroçadas no mar Cantábrico) nem a tentativa de revolta de um novo caudilho suevo, Amalarico (também derrotado): forte ocupação militar da Galécia. 586 — Morte de Leovigildo, rei dos visigodos. 586-601 — Recaredo, rei dos visigodos — momento de esplendor e de equilíbrio do reino visigótico. 587 — Recaredo consagra em Toledo (capital visigoda) a catedral de Santa Maria. 588 — Calamidades naturais na Galécia. 589 — III Concílio de Toledo: conversão de Recaredo ao catolicismo. Revolta ariana na Septimânia, com o apoio dos burgúndios: o dux Cláudio é encarregado por Recaredo, rei dos visigodos, de a reprimir (com a ajuda dos merovíngios da Austrásia). Após essa data, consumada a assimilação entre godos e hispano-romanos. sancionada pela supressão do arianismo. 590-604 — Papado de São Gregório I (Magno). 590-621 — João de Biclara, natural de Santarém, após ter peregrinado pelo Oriente, funda um mosteiro e é sagrado bispo de Gerona, na Catalunha. Escreve uma crónica. 599 — O dux Cláudio, provavelmente regressado à Lusitânia, continua ainda a ser um dos principais chefes do exército, além de ser considerado mesmo em Roma, uma autoridade de grande prestígio, pois foi um dos correspondentes a quem o papa Gregório Magno se dirigiu numa das suas cartas. 600-620 — Calamidades naturais na Galécia e Lusitânia. 601 — Morte de Recaredo, rei dos visigodos. 601-612 — Sisebuto, rei dos visigodos. 601-642 — Longa crise política no reino visigótico: sucessão rápida de reis, fraqueza da monarquia perante a aristocracia e novos surtos de pestes e outras calamidades. 602-610 — Focas, Imperador do Oriente. 604-606 — Papado de Sabiniano, toscano. 607 — Papado de Bonifácio III, romano. 608-615 — Papado de São Bonifácio IV, de Marsi. 610-641 — Heráclio I, Imperador do Oriente. 610-673 — Neste período, cinco referências de contingentes de tropas visigodas partem da Galécia para atacar bascos, asturianos e ruccones. 612 — O duque Suintila submete os ruccones dentro das antigas periferias do reino suevo. Disposições de Sisebuto, contra os judeus. Morte de Sisebuto, rei dos visigodos. 612-615 — Campanhas de Sisebuto e Suintila contra os últimos redutos bizantinos na Península. 612-621 — Recaredo II, rei dos visigodos. 615-618 — Papado de São Deusdedit, ou Adeodato I, romano. 616 — Início de forte perseguição aos judeus na Península. 619-625 — Papado de Bonifácio V, napolitano. 621 — Morte de Recaredo II, rei dos visigodos. 621-631 — Suintuila é eleito rei dos visigodos. 623-625 — Novas campanhas dos visigodos contra os últimos redutos bizantinos. 625 — Calamidades naturais na Galécia. 625-638 — Papado de Honório I, da Campânia. 628 — Suintila expulsa os bizantinos do sul da Península. 631 — Suintila é deposto do trono por Sisenando (morre no mesmo ano), louvado pelos bispos. 631-640 — Sisenando, rei dos visigodos. 631-641 — Calamidades naturais na Galécia e Lusitânia. 633 — IV Concílio de Toledo: formulação da teoria política isidoriana (princípio do reinado eletivo): Sisebuto, rei dos visigodos é acusado dos piores crimes pelos padres congregados no concílio. Revolta em Mérida, opondo-se ao rei Sisenando, típico representante da facção pró-romana. Seus dois opositores: Geila e Iudila (o segundo chega a mandar cunhar moedas com seu nome e o título de rei). 639-640 — Papado de Severino, romano. 640 — Morte de Sisenando, rei dos visigodos. 640-642 — Papado de João IV, dálmata. Tulga, rei dos visigodos. 641 — Constantino II, Imperador do Oriente. 641-668 — Constante II Pogonato (= Constantino III), Imperador do Oriente. 642 — Segunda revolta em Mérida (a primeira em 633): agora contra Chindasvinto, rei dos visigodos (tinha sido duque de uma província do norte da Hispânia antes de se apoderar do trono). Age com brutalidade, condenando à morte centenas de nobres, com o apoio do clero. Morte de Tulga, rei dos visigodos. 642-649 — Papado de Teodoro I, grego. 642-653 — Chindasvinto, rei dos visigodos: momento de recuperação da autoridade régia visigoda (uso constante da violência). 646 — Concílio de Toledo: condenação de bispos da Galécia que exigiam contribuições excessivas das suas freguesias das suas dioceses e de viajarem com séquitos de mais de 50 pessoas. 649-653 — Papado de São Martinho I, de Todi (São Martinho foi preso e desterrado em junho de 653, Apesar de só haver falecido em setembro de 655, foi sucedido pelo papa Santo Eugênio em agosto de 654). 653 — VIII Concílio de Toledo: perseguição aos judeus. Morte de Chindasvinto, rei dos visigodos. 653-672 — Rescevinto, rei dos visigodos. 654 — Rescevinto, rei visigodo, promulga o Liber Iudiciorum — última versão do código visigótico, sob a forma depois transmitida depois aos reinos da Reconquista. O bispo de Mérida, Orôncio, pede ao rei Rescevinto a restauração dos direitos metropolíticos de Mérida até ao Douro, após a supressão do reino suevo. 654-657 — Papado de Santo Eugênio I, romano. 655 — IX Concílio de Toledo. 655-672 — Recesvinto, rei dos visigodos. Após sua morte, fragmentação do poder político, novas pestes e fomes, o que mostra a incapacidade para resistir às invasões muçulmanas de 711-714. 656 — X Concílio de Toledo, por ordem de Rescevinto, presidido por Eugênio II, bispo metropolitano: reorganização do calendário litúrgico. 657-672 — Papado de São Vitaliano, de Segni. 661 — Dedicação da Igreja de San Juan de Baños. 665 — Morte de São Frutuoso, bispo de Dume e Braga, que viveu no tempo do rei Rescevinto (era filho do dux da Galécia, parente do rei Sisenando, de família visigótica). 666 — Concílio provincial de Mérida: as actas ainda se conservam e aludem à restauração dos direitos metropolíticos da cidade até o Douro. 668-695 — Justiniano II, Imperador do Oriente. 672 — Morte de Rescevinto, rei dos visigodos. 672-676 — Papado de Adeodato II, romano. 672-680 — Wamba, rei dos visigodos. 674 — Wamba, rei dos visigodos, comemora a edificação das muralhas de Toledo. 675 — XI Concílio de Toledo. III Concílio de Braga: condenação dos "estranhos" usos litúrgicos do norte da Península, que incluíam a celebração da missa com leite ou uvas, emprego das alfaias sagradas para usos profanos e exageradas formas de veneração dos bispos portadores de relíquias. Condenação de bispos que dizem a missa sem a estola, que vivem com mulheres e castigam os presbíteros com penas corporais (açoites). 676-678 — Papado de Dono, romano. 678-681 — Papado de Santo Agatão, siciliano. 680 — Wamba é destronado pela aristocracia. Morre no mesmo ano. 680-687 — Eurico, rei dos visigodos. 682-683 — Papado de São Leão II, siciliano. 683 — XIII Concílio de Toledo: institucionalização do triunfo nobiliárquico e da feudalização do Estado. 684-685 — Papado de São Bento II, romano. 685-686 — Papado de João V, sírio. 686-687 — Papado de Cónon. 687 — Antipapa Teodoro. Antipapa Pascoal. Morte de Eurico, rei dos visigodos. 687-701 — Papado de São Sérgio, sírio. 687-702 — Ergica, rei dos visigodos. 691-711 — Calamidades naturais na Galécia. 694 — O futuro rei dos visigodos Witiza, associado ao trono por seu pai, Égica, tem a sede do seu poder em Tui (aí [?] fere de morte o pai de Pelágio). 695-698 — Leôncio, Imperador do Oriente. 698-705 — Tibério II, Imperador do Oriente. 701-705 — Papado de João VI, grego. 702 — Morte de Ergica, rei dos visigodos. 702-709 — Witiza, rei visigodo. 705-707 — Papado de João VII, grego. 705-711 — Justiniano II, Imperador do Oriente. 708 — Witiza recusa o trono a seu filho Áquila, dux da Tarraconense e o entrega a Rodrigo, dux da Bética, último rei visigodo (a facção que preferia Áquila pede auxílio ao conde Julião, governador de Ceuta, que por sua vez negocia a intervenção dos muçulmanos — que haviam conquistado há pouco o norte da África). Papado de Sisínio, sírio. 708-715 — Papado de Constantino, sírio. 709 — Morte de Witiza, ex-rei visigodo. 709-711 — Roderico, rei dos visigodos.

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